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          As Novas regras do cartão de crédito anunciadas pelo governo terão seu início a partir de 3 de abril. Com isso, tenta-se diminuir os juros pagos pelo rotativo do cartão de crédito dando a opção ao cliente que efetuar apenas o pagamento mínimo é uma forma de parcelamento de sua dívida. Isso evitaria a chamada “Bola de Neve”.

          Novas regras do Cartão – Perguntas ainda sem respostas

          Ainda não se sabe em que bases serão realizados este parcelamento. Algumas respostas precisam ser respondidas pelas instituições financeiras e governo, como por exemplo:

          1. Qual será a taxa de juros deste parcelamento?
          2. Qual o prazo que o Banco irá estabelecer no parcelamento?
          3. Terá um limite de juros?
          4. Será avaliado a capacidade de pagamento do Credor?
          5. Que impacto isso terá para o cadastro do consumidor?

          Cartões x Consumidor

          Já não é de hoje que a relação do consumidor e o cartão de crédito tem se tornado uma verdadeira guerra. O fato é que ninguém paga o mínimo porque quer. A grande raiz do problema não tem sido tocada, como por exemplo:

          • Qual a posição do Banco Central com relação ao super endividamento?
          • De quem é a culpa?

          Se por um lado o consumidor do cartão de crédito muitas vezes deixa de pagar a fatura, por outro o banco muitas vezes concede crédito sem responsabilidade. Isso significa que o banco concede mais crédito do que o cliente tem capacidade de pagar.

          No Brasil, existem vários órgãos que “defendem o consumidor”. Na prática, manda quem pode e obedece quem tem juízo, ou seja, ainda vivemos em uma sociedade que o poder econômico ainda faz muita diferença.

          A pergunta a qual ninguém responde é “Porque ainda se concede crédito com tanta facilidade ou irresponsabilidade por parte dos bancos sem que não haja nenhuma punição a respeito?”.

          Parcelamento ou Empréstimo

          O que pode parecer uma grande chance de reduzir os juros do cartão de crédito, pode se tornar um sofrimento para o consumidor. Ter a opção de parcelamento após os 30 dias do pagamento mínimo é fantástico. Contudo, ainda faltam regras para que este “parcelamento” não se transforme em um verdadeiro pesadelo ao consumidor.

          Perguntas deverão ser respondidas. Contudo, com a proximidade da nova regra, as respostas precisam ser urgentes. As perguntas são:

          • Qual será a taxa de Juros a ser cobrada?
          • Existe limite para os juros?
          • Qual o Prazo deste parcelamento?
          • Haverá seguro?
          • Com o pagamento das parcelas e amortização da dívida, como ficará a utilização deste cartão?

          Não quero ser pessimista, mas se uma coisa eu entendo é de instituições financeiras. Por essa razão, faço aqui meu apelo aos órgãos competentes que deixem muito bem claro às instituições financeiras e às administradoras de cartões seus limites, a seguinte afirmação: Se não houver limite, teremos um outro problema.

          Diante disso, o mais triste é a movimentação que tenho assistido de seguradoras com a possibilidade de fechar ainda mais negócios com o chamado “Produto de reciprocidade”. Quem que já não se sentou em uma mesinha achando que estava fechando seu empréstimo com um funcionário do Banco e descobriu que era da …… Seguradora?

          Só pra lembrar aos meus caros bancários, responsabilidade social se faz primeiro dentro do banco. Estamos cansados de ver propagandas bem elaboradas em horário nobre sobre o quanto o banco ajuda e tal, mas será apenas uma crise de consciência? Na prática, a situação é bem diferente. Contudo, estaremos de olho com as Novas Regras do Cartão de Crédito.

           Crédito Consciente

          Só pra lembrar aos caros leitores que o crédito consciente existe. Por isso, exija o seu. Mesmo com as Novas Regras do Cartão de Crédito, lute mesmo que colocando aqui sua opinião quando for lhe oferecido um parcelamento. Sempre que for negociar com o banco, peça que esteja detalhado o CET (Custo Efetivo total). Ademais, falando em CET, seria bom lembrar que, ao fazer um empréstimo, existem as seguintes possibilidades aos quais devem ser muito bem analisadas:

          • TAC – Taxa de abertura de crédito
          • Seguro Prestamista
          • Seguro de Vida
          • Taxa de juros
          • IOF

          Das taxas possíveis a serem embutidas em seu parcelamento na Nova regra do cartão de crédito, fica aqui minha dica: No entanto, é sacanagem incluir Seguro prestamista e seguro de vida neste tipo de operação. Outra taxa a qual seria cruel cobrar é o TAC. É bom que se diga que, ao cobrar o Banco Central, deveria perguntar “Porque TAC?”. Se está parcelando um crédito já concedido, porquê cobrar TAC?

          Caros governantes deste país, se a proposta é ajudar o povo, porque não cobrar um IOF diferenciado neste tipo de operação? Ou a proposta é gerar mais crédito e com isso cobrar mais impostos?

          Não sei se estou pensando certo, mas por trás de tanta bondade, existe sempre um detalhe que deixamos de analisar. Desculpem em lembrar, mas SIM, o governo lucra quando você faz empréstimos.

          Cadastro Positivo x Crédito forçado

          Uma questão muito importante também a ser abordada é de como o banco vai portar ao ser forçado a fazer um parcelamento de sua dívida com a Novas Regras do Cartão de Crédito. Será que irá considerar isso uma falta de pagamento e, por isso restringir o crédito ao consumidor?

          É comum ter seus limites de crédito restritos por um parcelamento de dívida. O banco entende que o consumidor, ao parcelar uma dívida, tem sua capacidade de crédito comprometida. Muitas vezes, reduz seu crédito ou até impede que faça outro tipo de operação dentro do banco.

          A verdade é que, mais uma vez, não tocamos na raiz dos problemas que levam o consumidor a ter sua vida financeira enrolada. No entanto, a falta de controle dos bancos em conceder cada vez mais crédito sem se preocupar com a capacidade de pagamento do consumidor ainda é um dos maiores problemas.

          No entanto, a iniciativa é um avanço SIM, mas precisamos avançar mais. Ademais, temos que cobrar dos órgãos competentes mais controle. Também temos que cobrar um controle mais rigoroso a respeito desta nova medida.

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