Melhores investimentos para 2019

Está pensando qual a melhor opção de Investimentos para 2019? Confira nossas dicas

Veja quais são os melhores investimentos para 2019! O Portal Consignados, seu portal de notícias, divulga a pesquisa realizada em Setembro de 2018 pelo Serviço de Proteção ao Crédito e pela Confederação Nacional de Dirigentes Logistas.

Investimentos para 2019

Pesquisa divulgada em setembro mostra que 25% dos brasileiros que economizam guardam seu dinheiro em casa. Os dados são do Indicador de Reserva Financeira do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Na sequência, aparecem a poupança (60%) e a conta corrente (18%).

Modalidades com maior rendimento, como CDBs e Tesouro direto aparecem no fim da lista, que sequer traz a renda variável, embora 39% dos brasileiros entendam a “bolsa de valores” como uma possibilidade de investimento.

Os dados também mostram a baixíssima porcentagem dos brasileiros que conseguem poupar: em maio, foram 16%, nas classes C, D e E, o percentual cai para 13%.

Se você está entre as pessoas que já estão construindo um patrimônio, parabéns. Este texto vai te ajudar a entender o cenário atual e os investimentos mais adequados para seu perfil.

Agora, se você pretende começar a juntar dinheiro, essas informações vão ajudá-lo a saber por onde começar e a ter confiança de que está dando um passo muito positivo para administrar melhor o que você ganha. Vamos lá?

Podemos lhe ensinar como Fazer seu Dinheiro Render Mais?

Cenário brasileiro: onde estamos e aonde vamos

O ano de 2018 teve como marca uma grande instabilidade econômica agravada pela instabilidade política do nosso país. Contribuíram para isso os desdobramentos da Lava-Jato, a prisão de Lula, a greve dos caminhoneiros e a eleição mais tumultuada da nossa história.

Em paralelo, a crise econômica vinda desde 2014 segurou a pressão da inflação e permitiu que o Banco Central começasse a baixar os juros, derrubando a SELIC a 6,5%, um recorde histórico.

Para os investidores, essa instabilidade se converteu em oportunidades e há um balanço positivo de ganhos no ano. E mesmo com a queda da SELIC puxando os juros pra baixo, os investimentos em renda fixa mantiveram sua lucratividade, tendo em vista que a inflação também estava baixa.

Com a vitória de Bolsonaro, a indicação de Paulo Guedes para o superministério e os atuais sinais de recuperação econômica, os holofotes se voltam para os objetivos e a capacidade operacional do novo governo.

Em resumo, se Bolsonaro conseguir fazer a reforma da Previdência e realizar com alguma rapidez um ajuste fiscal no país, seu governo terá força e apoio do mercado. A tendência será de estabilidade!

Se patinar na aprovação da reforma, o país não deve ter forças para crescer e o cenário internacional, principalmente com a alta do dólar, deve impor mais uma fase de recessão.

E quanto aos investimentos?

Em termos de investimentos, vale a pena considerar o primeiro quadro, pois Bolsonaro assume o governo com uma boa bancada na Câmara e possibilidade de articular um bom apoio também no Senado. Isso, mais a conjuntura de que a crise não interessa nem à população nem às principais instituições do país, cria uma tendência de aprovação das reformas.

Cenário mundial

Como o Brasil é uma economia que depende muito das exportações e do comércio exterior, a situação dos maiores países do globo nos afeta diretamente.

Em termos mundiais, podemos destacar que os EUA iniciaram um período de crescimento e geração de empregos. Isso trouxe certa pressão inflacionária, que obrigou o país a subir seus juros. Esse movimento, por sua vez, diminui o fluxo de capital para outros países e aumenta o valor internacional do dólar.

Dessa forma, se o governo Bolsonaro decolar, a ação interna deverá evitar a alta do dólar, mas, se as reformas não saírem, a tendência será de subida.

Ao mesmo tempo, uma série de políticas protecionistas e guerras comerciais entre os principais blocos econômicos induzem uma desaceleração do crescimento mundial. Os próprios EUA estão em uma franca disputa com a China e querem novos acordos com Europa, Reino Unido e Japão.

Com o México, já exigiram percentual maior de produção no território americano, o que atrapalha as vendas do Brasil para o país.

Esse cenário aponta para uma alta de juros em grandes economias e uma diminuição da liquidez internacional. Há ainda um aumento da possibilidade de o Reino Unido sair da União Europeia sem um acordo comercial, bem como a crise econômica da Argentina, um dos mais importantes mercados do Brasil.

No geral, os indicadores internacionais são negativos para o crescimento brasileiro. A boa notícia é que, para muitos investimentos, um cenário instável pode ser até mesmo positivo.

Conheça agora os principais tipos de investimentos disponíveis e comece a entender os melhores caminhos para fazer seu dinheiro render mais.

Renda fixa ou variável

Um divisor de águas nos investimentos é entre a renda fixa e a variável. Na prática, os investimentos de renda fixa são aqueles nos quais, ao investir, você já sabe quanto vai receber, ou, no caso de serem atrelados a um índice – como o CDI ou o IPCA –, sabe quanto vai receber a mais do que o índice.

Por exemplo, se você aplica 100 mil por um ano, em um título que pague 110% do CDI, e o CDI fechar a 8%, o valor final será de R$ 108.800, um ganho de 8,8%.

Já os de renda variável, como as ações de uma empresa, podem dar ganhos muito maiores, porém podem até dar prejuízos. Ou seja, você pode ter um ganho muito alto, mas, para isso, tem de correr um risco também alto. Conheça agora os principais investimentos de cada modalidade.

Investimentos de Renda Fixa

Iremos destacar abaixo as principais formas de investimento conhecidas pelo público em Geral:

  • Poupança
  • Tesouro direto
  • CDB
  • LC
  • LCI e LCA
  • Debêntures

Abaixo iremos informar com mais detalhes sobre os investimentos acima destacados. Fique por dentro dos fundos de investimento de renda fixa disponíveis para você.

Poupança

É a modalidade de investimento mais usada no país. Mas é também a que paga os juros mais baixos. Nosso conselho: fuja dela. Um CDB com liquidez diária, por exemplo, faz a mesma função e rende muito mais.

Tesouro Direto

Trata-se dos títulos emitidos pelo Governo Federal, por isso, são extremamente seguros. Há os de curto prazo, como a Selic, e os de médio e longo prazos: Tesouro IPCA+; Tesouro Prefixado; Tesouro IPCA+ com juros semestrais; e Tesouro Prefixado com juros semestrais.

CDB

A sigla vem de “Certificado de Depósito Bancário”. Em resumo, é um empréstimo que você faz ao banco mediante um contrato. O banco pode te pagar um valor pré-definido na data de resgate (CDB pré-fixado), uma porcentagem sobre um índice (pós-fixado), por exemplo, 90% do CDI, ou fazer um mix dessas opções.

Apresenta baixo risco, pois os contratos de até R$ 250 mil são garantidos pelo FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Alguns CDBs possuem liquidez diária.

LC

As Letras de Câmbio (LCs) são parecidas com os CDBs, mas quem emite são financeiras, não bancos. Também são garantidas pelo FGC e, por isso, são de risco baixo. Em geral, só podem ser retiradas no prazo, ou seja, têm baixa liquidez.

LCI e LCA

Também emitidas pelos bancos, as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letra de Crédito do Agronegócio) são um empréstimo que você faz para o banco, como o CDB. A diferença é que o banco só pode investir os recursos nos respectivos setores, ou seja, em imóveis ou no agronegócio.

Outra diferença é que esses investimentos não pagam Imposto de Renda, porém, como os juros pagos costumam ser menores que os do CDB, é importante comparar o resultado final para ver o que compensa mais. Também são garantidos pelo FGC.

Debêntures – As debêntures são empréstimos que você faz para empresas. Por isso, é muito importante checar a saúde financeira, a solidez e os planos da empresa antes de fazer esse investimento. Há também as debêntures incentivadas, que não pagam IR. É um investimento de risco, pois não é garantido pelo FGC.

Investimentos de Renda Variável

Estes são investimentos nos quais você não tem nenhuma forma de saber quanto vai ganhar. É o caso da compra de ações na bolsa, por exemplo.

Você pode achar que uma empresa vai se valorizar, comprar suas ações e, por uma crise no setor ou um escândalo de corrupção, ver o valor dos papéis despencarem. Ou saltarem de preço graças a um movimento do mercado.

Abaixo, destacaremos quais as principais formas de investimento de renda variável:

  • Ações
  • FIIs
  • Opções
  • Contratos Futuros
  • Minicontratos futuros

A seguir, daremos informações detalhadas sobre os investimentos acima destacados. Confira, abaixo, os principais investimentos em renda variável:

Ações

Trata-se de títulos emitidos por SAs (Sociedades Anônimas) que representam uma parte do seu capital. As ordinárias dão direito a voto; já as preferenciais permitem recebimentos superiores e prioridade no reembolso de capital. Elas se valorizam ou se depreciam junto com o valor da empresa, dependendo de fatores como saúde financeira, situação econômica do país e tendências de mercado.

FIIs

São fundos de investimento exclusivo no mercado imobiliário. O dinheiro aplicado pode ser investido em outros fundos e letras, desde que do mercado imobiliário, sendo que cada fundo tem seu regulamento. Não pagam IR e, com a aquisição e aluguel de imóveis, geram renda que vai para os cotistas.

Opções

No mercado de opções, você negocia o direito de comprar ou vender ações em um período determinado. Você pode por exemplo comprar o direito de adquirir ações da Vale daqui a dois meses, por um preço combinado. Daqui a dois meses, mesmo se o valor das ações já estiver muito acima, você tem o direito de comprá-las pelo preço estabelecido. Mas se trata de um direito, ou seja, se elas estiverem muito abaixo do esperado, você pode não as comprar, se não quiser.

Contratos Futuros

Trata-se de um contrato de compra, mas com data de realização futura. Ou seja, alguém se compromete a comprar títulos de outra pessoa numa data determinada e a pessoa se compromete a vender. Essa obrigação de comprar e vender os diferencia das opções. Os mais negociados são o IND (Índice Futuro Ibovespa) e o DOL (Dólar Futuro), mas há outros, principalmente para commodities.

Minicontratos Futuros

Representam uma fatia de 1/5 do valor do Contrato de Futuros cheio. Além disso, um minicontrato pode ser negociado por unidade, enquanto o contrato cheio só pode ser negociado em lotes. No caso do Dólar Futuro cheio, por exemplo, a negociação mais barata beira R$ 300 mil, enquanto a negociação de um minicontrato sai por menos de R$ 12 mil.

Outros Investimentos

No mercado, existem diversas modalidades de investimentos que combinam renda fixa e variável ou que, por suas características específicas, merecem ser melhor explicadas.

Vejamos algumas das outras formas de investimento:

Forneceremos à seguir, as informações sobre os investimentos acima destacados. Confira abaixo, os principais formas de investimento:

Fundos de Investimentos

Nesta modalidade, cada investidor possui uma “cota” do fundo, ou seja, uma parte do dinheiro que é aplicado. Como se trata de um grupo grande investidores, os custos de administração são diluídos entre eles. Além disso, o fundo permite que um investidor pequeno tenha acesso a tipos de investimentos que não poderia realizar sozinho. É uma boa modalidade também para quem quer diversificar sua carteira sem se dedicar muito a estudos e pesquisas. Há vários tipos de fundos, inclusive de renda fixa, mas também os de ações, os fundos cambiais e os multimercados (mais variados).

Previdência Privada (PP)

Trata-se de uma modalidade de investimento cujo fim principal é gerar uma reserva de longo prazo para o investidor. Há dois tipos, o VGBL, que paga Imposto de Renda somente sobre a rentabilidade auferida e o PGBL, que paga imposto sobre o total resgatado. No PGBL, você pode descontar seus aportes do IR, com limite de 12% da renda anual.

Diferentemente do INSS, você pode sacar seu recurso a qualquer momento após um período de carência. Além disso, por meio da portabilidade, pode levar seu capital para outras instituições que lhe ofereçam condições mais vantajosas. No geral, o rendimento de uma PP é mais baixo que o do Tesouro Direto ou do CDB, principalmente em decorrência das taxas cobradas.

Em compensação, muita gente opta por ela para ter o aporte descontado em conta todos os meses e, assim, “garantir” o investimento. Outra vantagem é que, em caso de falecimento, a PP é tratada como um seguro de vida, evitando incidência de impostos de herança.

Investimentos no exterior

Investir fora do Brasil é uma ótima maneira de diversificar sua carteira, inclusive se precavendo contra reveses da nossa economia. Para fazer isso diretamente, basta abrir uma conta em uma corretora no exterior. Pesquise bem as taxas e pacotes de corretagem e evite as corretoras de bancos, que cobram muito mais pelos serviços.

Tendo sua conta, você pode por exemplo escolher um fundo de ações, que lhe dará um bom retorno, sem tanto trabalho de pesquisa. Ou investir diretamente em empresas com bom crescimento e liquidez, como a Apple, a General Electric ou a Pfizer.

Outra opção interessante são os ETFs (Exchange Traded Funds), fundos que replicam o valor de ações, por exemplo, o S&P 500, que replica a valorização das 500 maiores empresas dos EUA.

Afinal, qual o “melhor” investimento para 2019?

Agora que você conhece as principais opções do mercado, e considerando a dúvida no cenário doméstico e o arrocho no internacional, qual o melhor investimento?

Saiba que, no mundo dos investimentos, esse “melhor” não depende só das opções ou do cenário, mas, principalmente, dos seus objetivos.

Confira quais são os três principais objetivos de uma pessoa que procura realizar um investimento:

  • Acumular Patrimônio
  • Ter bom rendimento
  • Juntar uma reserva

Falaremos abaixo sobre as informações sobre os 3 objetivos citados acima. Veja abaixo as respostas para três objetivos muito comuns:

Acumular patrimônio

Seu foco é na renda fixa. Para quem quer acumular um patrimônio com segurança e procura um ganho acima do CDI (juros básicos entre bancos), o caminho são CDBs, LCIs, LCAs e LCs. Vale escolher bancos menores, que pagam juros mais altos, já que esses títulos são garantidos pelo FGC. Além disso, o Tesouro Direto é ainda um bom caminho e possui a maior segurança do mercado.

Ter bom rendimento

Seu foco é na renda variável. O momento é propício para investir em ações, seja investimento direto, seja por meio de um fundo de ações. Com o cenário interno tendendo à retomada do crescimento e a um enxugamento do estado, as maiores apostas são em empresas públicas, como Petrobras e Cemig, nos bancos, com destaque para Itaú e Bradesco, e nas grandes varejistas, caso do Magazine Luíza e das Lojas Renner. Vale atenção também para as empresas de infraestrutura e transportes.

Juntar uma reserva

Seus focos são na liquidez e na segurança. A reserva é aquele valor ao qual você precisa de um acesso rápido, para eventualidades, como uma viagem urgente, um caso de doença ou a perda de emprego. Evite a poupança, que rende pouco. Opte por um CDB com liquidez diária e, quando a reserva estiver pela metade, transfira metade do valor para um título com rentabilidade maior, porém com possibilidade de saque antecipado sem grandes prejuízos.

Para quem quer começar a investir

Se você pretende investir, mas ainda não juntou nenhum capital, aqui vão os passos essenciais:

  • Aprenda a economizar. Tenha um orçamento mensal no qual pelo menos 10% do que você ganha seja guardado.
    Crie uma reserva de emergência. O valor deve corresponder ao que você recebe durante um período de 3 a 6 meses. Caso use a reserva, tenha como prioridade recuperá-la.
  • Crie uma carteira de investimentos variada. Não importa quanto você vai investir, nem se tem um perfil de arriscar mais ou menos. Fuja da poupança, que não compensa, e crie uma carteira ampla, com investimentos de renda fixa e variável. Isso vai te ajudar a ter um rendimento bom, mas com margem de segurança de acordo com seu perfil.

Considerações finais

Você sabia que o Portal Consignados possui uma parceria com a Skoben Capital? A Skoben é uma empresa voltada para ganho de capital, ou seja, você irá investir determinado valor e obterá ganhos, ou seja, lucro. Saiba mais clicando aqui!

Diversifique sempre. Não coloque todo o seu dinheiro numa só instituição, nem num só tipo de investimento;
Não tenha medo de investir em renda variável, pois, embora oscile, no longo prazo a tendência é de ganhos expressivos com ela.

Comprar moedas é uma boa opção para reservas de valor, pois podem se manter em longo prazo (Dólar e Euro);
Bitcoin é de altíssimo risco e está em queda. Deve “andar de lado” em 2019, não sendo uma boa opção.

Se você tiver dúvidas sobre alguma instituição em que pode aplicar seu dinheiro, pesquise na base de dados da CVM ou do BC.

O Índice de Basiléia é outra opção de pesquisa, pois mede a saúde das instituições e “o nível de risco” de cada uma.
Animou-se a aplicar ou gostou de alguma informação?

Deixe sua história, pergunta ou sugestão nos comentários abaixo. Bom investimento!

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